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Erotismo

Voyeurismo e exibicionismo: o prazer no olhar

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Um conto duvidoso que aborda perversões no mínimo…convidativas.

Homem e mulher chegaram completamente embriagados ao apartamento, risonhos, tomados por um alvoroço voluptuoso que logo seguiu à luxúria. As carícias eram diversas, o entusiasmo redobrado, as mordidas pontuais e bem administradas. Segundos depois as peças de roupa já se espalhavam pelo chão.

Gloriosamente enlaçados sobre a cama, como se juntos formassem um só, completamente destapados, com as pernas nuas e traçadas, à flor da pele e com membros rígidos, o casal avançava nas preliminares com ânimo selvagem e caloroso. As mãos desciam arranhando as costas e invadiam as nádegas, os beijos eram bravos e molhados; contribuindo, como numa grande obra cheia de detalhes, para que a construção dos prazeres fosse edificada.

A mulher pôs-se por cima, inundada por um fogo incontrolável, beijando o homem no pescoço, no peito, na barriga…até que seguiu com os lábios úmidos ao núcleo dos estímulos, encontrando, ali, uma peça enorme e de dimensões temorosas!
Um glorioso embate tivera início. Ambas as mãos da mulher trabalhavam sobre a ferramenta, assim como língua e seios, sem se esquecer do par de bolas que repousava pouco abaixo; todas as ações eram acompanhadas de constantes troca de olhares por parte dos seres, o que causava gosto duplo pela cena.

Momentos depois, com o corpo ansioso, já sem minutos quanto menos segundos, a mulher montou-se sobre o homem, sendo reprimida no exato momento em que se colocava sobre a sela: “Não. Vamos deixar que assistam.”
Ela manteve-se quieta; o sorriso malicioso bastou para exprimir sua complacência.
Foram até a janela. Após abrir as cortinas e os vidros a mulher inclinou-se para fora, expondo ao mundo ambos os seios e a face, que se tornava rubra ao passo que era transgredida na via anal, a sua favorita.
Ouviu-se na avenida um gemido agudo delicioso!

Prosseguiram. Os ataques do homem adotaram uma velocidade padrão e assim os gritos da dama da noite. Em um momento onde o ativo puxara com força o cabelo da mulher, ao inclinar a cabeça, pôde ela deparar-se com uma cena que lhe causara certo espanto, uma espécie de prazer ordinário: do outro lado da rua, no prédio da frente, cerca de dois ou três andares acima, um homem se masturbava na janela ao passo que contemplava todo o espetáculo.
Ambos sorriram: a mulher e o vizinho.
Após novos minutos, a logística da ocasião teve de ser reorganizada.

Uma cadeira foi posta próxima a janela e o homem sentou-se recebendo a dama, que agora exibia as costas destapadas e as ancas fartas ao integrante distante.
Que delicioso ardor sentiu a libertina! Sua fenda principal a ser devastada pelo pênis desumano do rapaz, mais atrás recebia três dedos do mesmo de uma só vez, os peitos sendo chupados e na mente a ciência de que alguém assistia a isso e com isso se excitava; toda agitação de seu íntimo fez ela pensar que iria morrer!

Três quartos de hora depois, a mulher beijou o pescoço do homem e o avisou, ao pé do ouvido, do fiel telespectador.
Ah! Que orgulho sentira! Estava…vitorioso.
Incapaz de conter os estímulos, o galã posicionou a mulher de joelhos. O momento seguinte foi para o analista uma singular lembrança: ambos olhavam diretamente para ele, descarados, uma dupla degenerada com a fêmea de boca farta.
Segundos depois o homem regozijou-se para dentro da mulher e ela tudo engolira, sem hesitar.

Não pense que terminamos, amigo leitor, não pense que terminamos…

A dama pôs-se sobre a cadeira e lançou ambas as pernas à janela, expondo todas suas partes ao observador. Após segundos, o cavalheiro enfiou-se em seu meio e deu início a violentas chupadas, estremecendo as bases de sua serva, obrigando-a a revirar os olhos, contorcer os pés e puxar seus cabelos, prestes a atingir o auge de nossos prazeres.
O caminho anterior foi novamente percorrido, no entanto agora as funções eram contrárias. Ela gozou, ele engoliu disposto; o encanto da reciprocidade.

Logo após, puseram-se de pé a observar o depravado, que estava de olhos esbugalhados, com mãos ligeiras, completamente nu; curtos segundos depois pôde-se ver voar pela janela diversos jatos de prazer, que roubou um riso de todos, cada qual satisfeito por seus desejos mais insólitos.
A dupla fechou os vidros e assim as cortinas. O pervertido solitário recolheu as calças e já fechava a janela quando para sua infelicidade olhou para cima.

Um grande transtorno o tocou.  Avistou em um dos prédios ao lado um homem de idade avançada, vestido apenas por um casaco de lã, uma das mãos no pau e a outra subindo a vestimenta, acariciando os mamilos.
Os olhos se encontraram, ele gozou.

 

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