Header

Anuncie
Erotismo

Sadomasoquismo: os delírios e perversões de uma submissa

20476287 2166811740212556 274683275162736910 n - Sadomasoquismo: os delírios e perversões de uma submissa

Testemunha de minhas palavras, na finalidade de atiçar vossa imaginação me pouparei de descrever traços físicos que para o presente propósito se mostram desnecessários. Conjeture fantasias escondidas, com o fetiche adequado, pois nada mais importa, já que estamos todos largados em um rio de volúpia; e satisfazer os prazeres é o que interessa.
Dois seres de sexos opostos compartilhavam um momento singular, em uma noite de lua cheia, desprovida de estrelas, silenciosa e convidativa ao orgasmo. A mulher, de pé no centro do cômodo, tinha suas mãos presas por duas correntes que despencavam do teto ao passo que o homem buscava por uma ferramenta que mostrava-se até então bem escondida. Ambos estavam completamente destapados, estimulados e rígidos.
Segundos depois o objeto almejado fora encontrado.
Surgiu na tortura um chicote preto, de tiras diversas, espalhadas e finas; mas quando reunidas em um único ataque causavam uma dor inefável. O severo disparou em segundos o primeiro ataque, na coxa direita da mulher, que gritou um gemido agudo, parte prazer e parte ansiedade; sentia também o ardor das chicotadas, mas as consequências destas encaixavam-se na esfera do prazer.
Em instantes soou no silêncio do castigo o alarme da segunda chicotada, que antecedeu a terceira; desta vez ambas direcionadas às costas. A prosseguir toda surra, após novos golpes violentos, o homem caminhou até a parte frontal de sua serva, dedicando-lhe antes de mais um beijo de roubar a alma, intenso e duradouro conforme suas mãos passeavam pelo corpo esguio da pecadora.
O mestre largou os lábios de sua criada após um longo momento, mas curiosamente manteve-se ali, próximo. Segurava o queixo de sua presa firmemente, a fitá-la com olhos hediondos, possuindo em seu íntimo certa fusão misteriosa de ódio e arrependimentos. Açoitou sua face uma, duas, três vezes! Foram tapas, ações cruéis que não acompanhavam pena muito menos remorso; no presente momento queria apenas castigá-la.
Roubado pela fúria, o homem abriu espaço entre os corpos e exibiu aquilo que marcaria as curvas da mulher por longas semanas. Tornou a chicoteá-la, desta vez na barriga, pouco abaixo dos seios, e na parte frontal das coxas. Quanta raiva sentia!
O prazer como dominador que antes lhe inundava havia desaparecido. Estava agora cego, um louco desesperado. Atacou a mulher muitas vezes por longos minutos, de forma incessante e brava, até que ela pôs-se a chorar.
Ele, aparentemente tocado por certa delicadeza momentânea, aproximou-se em passos lentos: “Por que choras?” “Está doendo muito.” “Este não é um problema meu.”
O sentimento de indiferença e cólera tornou a inundá-lo, expulsando a compaixão, que na verdade nunca existira. A expressão novamente séria, no rosto nenhum sorriso; apenas um sútil apetite de puni-la.
A presa teve os braços libertos segundos depois. Abandonando o chicote, o homem passou a dar-lhe ordens.
“De joelhos.” Ela obedeceu e encheu a boca. “Vá para a cama, me espere imóvel e de pernas abertas.” Disse ele longos momentos depois com voz rouca e autoritária; a mulher seguiu sua orientação, assim como qualquer outra, pois no presente momento estava completamente entregue e seu senhor poderia fazer dela o que bem ou mal desejasse.
Após afastar-se por um curto momento, o homem retornou ainda irredutível, deparando-se com a cena que havia ordenado: na beira da cama estava a mulher, com ambas as pernas abertas e estáticas, fornecendo-lhe uma ampla visão de todas suas partes.
Passou a atacá-la de forma aparentemente conveniente, mas com toques peculiares de força e agressividade: na fenda aberta para sua vontade encaixou vosso pênis, no pescoço da pervertida cravou suas mãos firmes e no belo rosto tornou a castigá-la.
As investidas eram profundas e estimulavam o calor da arena, despertando em ambos ligeiros prazeres habituais, mas que logo seriam esquecidos, pois a essência do momento encontrava-se exatamente no contrário, naquilo que não há nada de comum e rotineiro.
Reajustando as posições, a mulher colocou-se feito cadela na cama, recebendo o homem na fenda intacta. Possuindo novamente o chicote em mãos, o dominador atacava as costas da serva ao passo que puxava seu pescoço por uma coleira e a dilacerava por dentro. Em segundos certa vermelhidão já esperada passou a surgir no corpo da presa, que gemia de forma incessante, parte satisfação plena e parte encanto.
Momentos depois, o senhor abandonou a fresta e o chicote, demonstrando certo cansaço, porém ainda disposto. A submissa moveu-se em gestos lentos (todo corpo ardia o fogo da dor), colocando-se de joelhos próxima ao mestre. No entanto, o curioso deste momento é que ela não o chupava: acariciava suas partes e beijava as coxas, abraçada a uma das pernas, novamente feito cadela, a ponto de chorar na ausência do chicote.
“Pegue a venda e a corda”
A mulher foi até um canto próximo sacar os objetos. Mas não caminhou, não poderia, ao menos que seu senhor ordenasse. Avançou de quatro e lentamente, exibindo ao senhor suas partes destapadas e marcadas, a fenda recentemente arrombada e as costas rasgadas em tiras de sangue.

(continua…)

 

(Para mais textos, curta a página; clique aqui.)

Comente também!

comentários

Clique para Comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Psicodelizando é mantido pela Psicodelia Minha Doce Esquizofrenia, um portal criado para compartilhar ideias, experiências, arte e ativismo. Estamos em conformidade com a lei e não fazemos apologia a nenhum tipo de substância.

Siga-nos

CIMA