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Erotismo

Orgasmos mútuos e um prazer incomum

orgasmos

Todo o resgate de um dia desgastante concentrava-se na esperança de uma noite suficientemente voluptuosa, que rendesse, ao mínimo, os orgasmos necessários para espairecer o estresse da rotina.

Ela, uma albina de partes ricas e cabelo anil, com coxas grossas e seios fartos, possuidora de um riso estonteante e olhos de jabuticaba, aprontava-se para o encontro que seria o presságio de delícias até então fictícias; apesar do projeto já ser em si um prazer encubado, decidiu, após meses de angústias interrogativas, não impor a si mesma tantas rédeas, que, com o tempo, passaram a sugar toda sua alma e privá-la das perversões que tanto desejava conhecer.

Momentos mais tarde ela e o cavalheiro jantavam descontraídos. Três quartos de hora depois já se beijavam. Até que por fim em duas horas as roupas passavam a ser descartadas.
Protegidos por quatro paredes e pela escuridão da noite – não que algum observador viesse a causar incômodo – eles avançaram a trocar beijos acelerados, violentos e calorosos beijos que a cada segundo despertavam apetite redobrado: quando destapados conheceram as curvas do corpo alheio, que à flor da pele e contente pelo estímulo mostrava-se apenas receptivo, solidário quanto a todas as investidas.

Ele, um preto forte, de ombros largos, cabelo raspado e braços notáveis, entregou-se completamente ao arrojo de seus desejos quando recebeu, ao pé de um dos ouvidos, beijos e mordidas que lhe roubaram o equilíbrio. Conduziu a mulher até um sofá próximo e antes de um novo gesto viu brotar dela certo servilismo lisonjeiro: ela afastou as pernas e exibiu ao cavalheiro seu pote de tesouros, que poderia determinar-lhe o destino e ser para ele tanto a fonte de sua desgraça quanto a nascente de seu bem-estar. Digno de seus ancestrais, o cavalheiro concentrou toda sua dedicação no intuito de causar a sua companheira um prazer ainda maior àquele que sentia apenas por vê-la estremecer as pernas.
Naquele momento, ela tinha a alma dele presa na liga de sua buceta. E ele, vassalo, não ousou clamar por liberdade; apenas estimulou, com a língua e os dedos, o portal de sua alforria.

Com as ações, a mulher passou a soltar murmúrios incompreensíveis de prazer, ao passo que as pernas se contorciam e as mãos passeavam por seu corpo, buscando, em cada capital do desejo, impulsionar os estímulos.
Longos minutos mais tarde, o rapaz pôs-se de pé com a língua dormente e os dedos em tendinite, recebendo em seguida o tão esperado retorno, que se seguiu sem grandes complicações ou novidades; seu pau rígido enchia toda a boca da dama, que, apesar de cheia, não demonstrava cansaço. As mãos contribuíam, as bolas também eram contempladas e os olhos frequentemente se encontravam, sinalizando, nas entrelinhas do momento, certa indecência mútua e descarada.

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Dado o momento, voltaram a se beijar com fervor e entusiasmo até que seguiram a uma enorme mesa de vidro próxima. A mulher tomou a dianteira, inclinou-se para frente e exibiu a seu galã sua impecável bunda, de dimensões convidativas e arredondadas; violar a obra de arte foi um crime que o homem se viu obrigado a cometer.

Ele guiou sua arma, encontrou a via pretendida e ao passo que a invadia o grato gemido da mulher tornava-se mais agudo. Para facilitar as investidas, ela também levantou uma das pernas, flexibilizando sua anca, com a intenção de receber ataques mais ferozes. E assim se seguiram os longos minutos seguintes: o homem devastava suas partes, deixando-a trêmula e a mercê de seus caprichos. Por ambos os rostos gotas de suor escorriam, pelo corpo da mulher uma das mãos do homem se divertia, ao passo que ele, constantemente, se aproximava da dama para dizê-la vulgaridades ao pé do ouvido que iam na direção de rebaixá-la a uma puta ou serva sua; e isso para ela era a cereja do bolo.

Momentos mais tarde, eles mantiveram a posição no entanto reajustaram a logística: o homem sacou uma ferramenta semelhante àquela que possuía entre as pernas e a enfiou na fenda principal da mulher. Já sua arma destruiu a segunda via, de dimensões curtas e ainda mais excitantes.

O que foram as investidas seguintes! Ambas as aberturas da mulher estavam preenchidas até o limite e ela pensou que iria morrer com tamanho prazer. As pernas ainda trêmulas tiveram de se esforçar para se manterem de pé toda vez que ele a assaltava ao extremo.

Alcançado os limites da proposta, a dupla se reorganizou de forma curiosa: o homem assumiu a dianteira, a mulher posicionou-se atrás e após vestir-se com um cinto dos prazeres foi sua vez de ser a ativa. Com dificuldade o adorno avançou no minúsculo buraco do homem, obrigando-o a empinar-se sobre os dedos do pé, como alguém grato que deseja que o momento se intensifique.

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Curtos minutos de investidas e o homem não suportou: gozou sem querer sobre a mesa. Sentia um imensurável tesão por mulheres e pela posição de ativo, porém, o calcanhar de Aquiles de seus estímulos era o prazer anal. Sendo assim, quando este foi alcançado, nenhuma outra reação seria cabível se não o orgasmo jorrado.

Continua…

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