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Noruega acata benefícios do LSD e altera lei de drogas

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Henrik Akselsen tem 36 anos e atua na área de programação computacional. Vida tranquila, caso não esquecesse a porta de seu apartamento destrancada enquanto corria pela cidade de Fredrikstad, na Noruega, onde mora. Após denúncias de que 100 unidades de LSD seriam endereçadas à sua casa, a polícia local – com mandado da justiça – invadiu o local e encontrou três das unidades. A primeira ideia à mente seria a penitenciária, se acaso a justiça nórdica não fosse receptiva.

Acusado de porte ilegal e importação de drogas, Henrik foi ordenado a uma sentença de cinco meses de prisão incondicional. Entretanto, enfrentou o processo até a suprema corte e, supostamente, venceu. Por não apresentar antecedentes criminais, sua pena foi reduzida a 45 horas de serviço comunitário. A propósito, o ocorrido mudou todos os futuros casos por porte de LSD. Em vez de prisão, serão prestados serviços comunitários.

Alkselsen afirma ser uma grande mudança. Advogados e cientistas da área, também, e dizem ser uma brecha para acabar com a guerra aos psicodélicos e ir a encontro de drogas do tipo, bem como suas pesquisas recentes, cujas conclusões se entrelaçam em uma só: seus benefícios para a saúde. Isto, para eles, poderia avançar a área da saúde, bem-estar e, inclusive, direitos humanos. A defesa do acusado disse, ainda, que, quanto menor o risco que a droga traz à sociedade, menor deve ser a penalidade.

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Conexão cerebral aumentada após ingestão de LSD

A ciência venceu. E a decisão deve se tornar igual para todo o país. “A suprema corte é responsável por supervisionar – na medida do possível – uma punição igualitária em todo o país”, disse Kentil Lund, aposentado da suprema corte da Noruega.

Segundo Teri Krebs, ex-pesquisador do departamento de neurociência norueguês e cofundador de “emma” – um grupo ativista que tem como objetivo alterar a lei de drogas –  , juízes concordaram que LSD é menos perigoso do que anfetaminas e reduziu a sentença.

Em 2016, Henrik mostrou, juntamente a seu grupo em entrevista ao Tonic Vice como os psicodélicos poderiam ser tratamento para vícios, e não a causa para tal, como a justiça norueguesa afirmou para ele na época. Ativistas e pesquisadores da área afirmam que o caso deve servir para todo o mundo.

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