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Cinema

Limitless: A ‘droga inteligente’ NZT existe?

Você já deve ter visto o filme Limitless (Sem Limites) onde Bradley Cooper interpreta Eddie Morra, um escritor que descobre uma uma nova droga, a NZT-48. A droga aumenta sua inteligência e melhora sua concentração, o cérebro passa a ser usado em 100%, todos os sentidos tornam-se aguçados e uma nova visão sobre os problemas de sua vida começam a surgir…  Uau, mas será que essa droga existe?

É mentira tchu tchu, é mentira!

O NZT tal qual é no filme ou na série não, ela é uma droga nootrópica sintética criada unicamente para o contexto da série. O termo acima é usado para a classe decompostos que em tese aumentam o desempenho cognitivo no ser humano, as substâncias podem ser sintéticas ou naturais, ou seja, existem outros nootrópicos.

 James Kakalios, professor de física da Universidade de Minnesota, afirmou que é possível que a ciência médica possa melhorar a inteligência, mas que a neuroquímica não evoluiu o suficiente para que seja possível. Também é mentira que usamos apenas 20% do cérebro como é citado no filme, a lenda urbana que o humano usa apenas uma pequena porcentagem do cérebro já foi desmentido.

Droga dos poderes sobrenaturais. Só que não.

A crença popular diz que: se todo o cérebro fosse utilizado, nós teriamos habilidades sobrenaturais, isso porque a porção inativa do cérebro esconde funções psicocinéticas e psíquicas em geral além de a possibilidade de percepção extra-sensorial.  A lenda começou com um escritor em 1936 que pegou o estudo de 1980 dos psicólogos Harvard William James Hall e Boris Sidis e “adivinhou” essa porcentagem.

A moda de drogas do vale do silício e o efeito rebote

Os nootrópicos como Adderall viraram a moda no Vale do Silício, tanto quanto a Ritalina virou nos pré-vestibulares do Brasil. Ritalina é um dos medicamentos mais vendidos no mundo, criado para tratar TDAH ( é um potente remédio para transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) mas passou a ser considerada uma pílula da inteligência para quem necessita de foco e concentração.

Mas se, você parar de tomar o remédio provavelmente você vai sofrer o efeito rebote. Uma diminuição na capacidade de assimilar as coisas e portanto um problemão. Há casos onde o usuário simplesmente cai em uma depressão difícil de ser tratada com outros medicamentos isso pode desencadear o por exemplo “pensamentos suicidas”, similar ao que acontecia com o remédio que corta o efeito da maconha…

No entanto você pode recorrer aos naturais como vitaminas, aminoácidos e compostos orgânicos que também são considerados potencializadores.

O melhor ainda é o exercício!

Lucien Thomson, professor de neurociência da Universidade do Texas em Dallas, põe em dúvida a eficácia de muitos dos nootrópicos. “Os estudos já realizados não são conclusivos”, afirmou à BBC.

“Muitos dos sistemas neurotransmissores que conhecemos e que e estão ligados à memória também participam de outros processos. Se você tomar algo para melhorar a memória, estará afetando também outras funções cerebrais, com efeitos imprevisíveis”, continuou.

Segundo ele, a melhor estratégia para melhorar as funções cognitivas é manter uma boa saúde. “Sabemos que a atividade cerebral melhora com o exercício. As pessoas levam um estilo de vida sedentário e querem resolver isso com uma pílula, o que é absurdo”, afirmou.

Thomson não nega que alguns remédios possam trazer benefícios para a memória, mas ressalta que, nos estudos já realizados, a maioria do que é vendido como nootrópico não levou a efeitos positivos.

Se você já usou alguma “droga inteligente”…
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