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Psilocybe cubensis

Estudo ministra psilocibina a líderes religiosos

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O psicólogo William Richards está ministrando doses de psilocibina a lideres religiosos em experimento que tem duração de dois anos.

Quando o psicólogo William Richards pensa em religião, ele vê experiências místicas em todos os lugares. É por isso que ele está dando cogumelos alucinógenos a líderes religiosos para um projeto de pesquisa com base na Universidade Johns Hopkins e na Universidade de Nova York. 

No estudo, duas dúzias de líderes religiosos – budistas, sacerdotes, pastores e rabinos – estão tomando doses controladas de psilocibina, a droga encontrada em cogumelos psicodélicosPara reduzir o risco de efeitos adversos, os pesquisadores pediram um histórico de doenças cardíacas, renais e psicológicas. Richards acompanhará os participantes por dois anos para ver como a abordagem ao místico é ou não alterada pelo encontro com a droga e espera aprender sobre o efeito da substância na prática espiritual. 

Quando as pessoas experimentam visões religiosas, ele diz, essas visões são sempre influenciadas pela química corporal – seja provocada pelo estresse, pelo jejum, ou no caso de grupos religiosos que empregam drogas como peyote e ayahuasca em seus rituais, pelo uso de substâncias, o que não significa dizer que àquilo no que cada um acredita (entidade espiritual, por exemplo) não esteja manifestando-se através dos compostos químicos. Richards, que se especializou na psicologia da religião e estuda psicodélicos desde 1963 , vê as “moléculas sagradas” em produtos químicos como nada mais do que chaves para o que já está no cérebro e prefere chamar estes compostos, como LSD e psilocibina, de enteógenos, o que significa manifestação interior do divino. 

As conclusões deste experimento serão apresentadas somente em dois anos, mas quem estiver interessado em saber mais pode ir atrás do seu livro Sagrado Conhecimento: Psicodélicos e Experiência Religiosa, em que Richards escreve que ele e seus colegas conseguiram induzir a experiência mística e comprovaram empiricamente a teoria do inconsciente coletivo de Carl Jung – a ideia de que há imagens arquetípicas que nós todos compartilhamos, independentemente da nossa cultura. Richards conta a história de um voluntário “que teve uma educação secundária, ficou viciado em heroína e foi preso e, no início dos anos 20, foi liberado para um projeto […] para ver se LSD ajudaria no tratamento do vício em narcóticos”. Em um relatório entregue pelo voluntário, ele descreveu uma série de estranhas figuras dançantes que viu durante o experimento. Estas figuras ele encontrou mais tarde na sala de espera, em um livro de arte hindu, em que ele viu fotos da dança de Shiva e Vishnu. O voluntário lhe contou que foram aquelas imagens que ele tinha visto durante o experimento, algo que não tinha conhecimento anteriormente. 

Abaixo, você confere, em inglês, a sua explicação sobre origem e temática do livro:

Mais profundo é o que Richards chama de “consciência unitiva” – um estado místico de unidade descrito pelos visionários de todas as religiões em que o sujeito e o objeto se fundem, em algum lugar além do espaço e do tempo. Ele escreve que cerca de 75% dos voluntários de seus estudos relataram ter consciência unitiva. “Dentro desse estado há variações infinitas”, disse ele, mas que todas as experiências compartilham certas características – “unidade, transcendência do tempo e do espaço, conhecimento intuitivo, sacralidade, sentimento profundamente positivo” – que definiria a consciência mística.

No vídeo abaixo, você confere, em inglês, suas conclusões ao longo de 25 anos de pesquisa com psicodélicos:

 

Arte principal: Tien Cervantez

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