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Assédio

assedio - Assédio

Trailer do filme A Caça

Pra se falar em assédio, talvez seja preciso ver o filme “A Caça” do diretor dinamarquês Thomas Vinterberg. Ou não. O assédio existe. Mas também existe uma histeria ao lado disso, um lado obscuro. As vezes hipócrita.

Trabalhei com um ator global famoso por essa prática. Ele assediava da bilheteira do teatro á atriz principal. Toda classe teatral sabe disso. Sempre o achei e o acho um cara doente. Misógino. Por algum motivo o ódio pelas mulheres o levava a fazer o que fazia com (ou contra) ás mulheres. Estranho até hoje o fato desse camarada nunca ter levado um bom tabefe de alguma mulher. Nunca levou. Agora se diz arrependido. Eu duvido.

Voltemos ao filme “A Caça” este filme mostra um professor carismático acusado de assediar uma criança do jardim de infância. O cara passa uma temporada no inferno. Ele simplesmente era inocente. Mas isso não importa. O linchamento é sempre bem vindo entre nós.

Em minha primeira aula de teatro, a professora disse que eu era tão bonitinho… e me deu um selinho na boca. Hoje eu a poderia processar por assédio sexual. O gesto dela foi de carinho. Boniteza. O teatro é um território que se quer livre de preconceitos. A verdade no teatro, é mais importante que a realidade.

É comum nos cumprimentarmos com um “E aí, viado tudo bem?” sem que isso seja homofobia. Ao contrário. É respeito. É amor. O caso é que hoje mais do que nunca os idiotas não tem mais vergonha de serem idiotas. E mais, viraram a maiora absoluta entre nós. Nelson Rodrigues diagnosticou: “Os idiotas da objetividade, cristalinos e irreversíveis.” Isso já no final da década de 60. “Alguma coisa está fora da ordem. Fora da nova ordem mundial.”(Caetano) Vide o Brasil, os EUA com Trump, a França com a filha de Le Pen…

O assediador tem que ir em cana. O homofóbico também. Agora, sugiro ás pessoas: análise lacaniana ou sei lá, poesia de Baudelaire ou sei lá, pica, cu e boceta. Não necessariamente nessa ordem.

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